A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
E tudo que era fundo fica perto
Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
Trocamos as palavras mais escondidas
E só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer
Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho
domingo, fevereiro 14, 2010
Cúmplices
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Etiquetas: A minha Musa
Aqui Dentro De Casa
Foi há tantos anos, foi há dois mil anos
Que vi no amor o meu Cristo
Que me mostraste um amor imprevisto
Que me falaste na pele e no corpo a sorrir
Meus olhos fechados, mudos, espantados
Te ouviram como se apagasses
A luz do dia ou a luta de classes
Meus olhos verdes ceguinhos de todo para te servir
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei
Filhos e cadilhos, panelas e fundilhos
Meteste as minhas mãos à obra
E encontraste momentos de sobra
Para evitar que o meu corpo pensasse na vida
Teus olhos fechados, mudos e cansados
Não viam se verso, se prosa
O meu suor era o teu mar de rosas
Meus olhos verdes, janelas de vida fechados por ti
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei
Pegas-me na mão e falas do patrão
Que te paga um salário de fome
O teu patrão que te rouba o que come
Falas contigo sozinho para desabafar
Meus olhos parados, mudos e cansados
Não podem ouvir o que dizes
E fico à espera que me socializes
Meus olhos verdes
Boneca privada do teu bem estar
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Vou daquilo que fui pr'aquilo que serei
Sou tua criada boa e dedicada
Na praça, na casa e na cama
Tu só vês quando vestes pijama
Mas não me ouves se digo que quero existir
Meus olhos cansados ficam acordados
De noite chorando esta sorte
De ser escrava prá vida e prá morte
Meus olhos verdes
Vermelhos de raiva para te servir
A tua vontade, justiça igualdade
Não chega aqui dentro de casa
Eu só te sirvo para a maré vaza
Mas eu já sinto a minha maré cheia a subir
Meus olhos cansados abrem-se espantados
Prá vida de que me falavas
Pra combater contra os donos de escravas
Meus olhos verdes
Que te vão falar e que tu vais ouvir
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei
Mariazinha fui, em Marta me tornei
Sei aquilo que fui e que jamais serei
Publicada por mjplc à(s) 19:21 0 comentários
Etiquetas: A minha Musa
O Lume
Vai caminhando desamarrado
Dos nós e laços que o mundo faz
Vai abraçando desenleado
De outros abraços que a vida dá
Vai-te encontrando na água e no lume
Na terra quente até perder
O medo, o medo levanta muros
E ergue bandeiras pra nos deter
Não percas tempo,
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar
Liberta o grito que trazes dentro
E a coragem e o amor
Mesmo que seja só um momento
Mesmo que traga alguma dor
Só isso faz brilhar o lume
Que hás-de levar até ao fim
E esse lume já ninguém pode
Nunca apagar dentro de ti
O tempo corre
Só quando dói é devagar
E dá-te ao vento
Como um veleiro
Solto no mais alto mar
Publicada por mjplc à(s) 19:00 0 comentários
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Xuto Para ti ; Pedé

agora que voltei has origens e a um sitio muito comum para os 2 te digo nao troco por nada mesmo apesar de as pessoas nao serem as mesmas as crianças rebeldes outras mas estou ca eu na casa que me acolhei e com as pessoas que ainda ca vivem nao so as que estao presentes de corpo as outras que estao de espirito e isso e muito forte e a mim bate-me de uma forma tao intença um pede presente um mario batista com presença marcada frequentemente uma aurora que me abraça todas as noites e um antonio espanhol que me diz foda-se fundi-se a lampanda muda-me la que te dou uns trocos eu quero que se fodam os trocos eu quero e acçoes presença de quem esta e estara sempre presente na minha vida esta vincado no meu coraçao foi isto tudo que me fez homem pai que me vai tornando cada vez mais um mario homem..e sabes que te digo amanha e outro dia..aquele grande abraço
Publicada por mjplc à(s) 18:15 1 comentários
sexta-feira, novembro 20, 2009
segunda-feira, novembro 16, 2009
http://projectosergiorocha.blogspot.com/
Uma singela Homenagem de quem nunca te esquece amigo eu como muita muita muita gente tal como eu mas não queria deixar de ter ca tambem neste meu cantinho : http://aminhabatalhainterior.blogspot.com/
Sem te ter por ca presente é uma muito singela homenagem como nos sempre tentamos ser, é de coração onde queres que estejas espero que leias estes humildes palavras e que estejas a olhar por nos como fizeste até a ultimo minuto de vida meu grande Amigo e meu grande bombeiro da paz.Com muita Saudade Márito e seus amigos.E um até já aquele grande abraço
Publicada por mjplc à(s) 18:18 0 comentários
sexta-feira, novembro 13, 2009
Cartas de amor são Ridículas.
Todas as cartas de amor são Ridículas. Não eram cartas de amor se não fossem Ridículas. Também eu escrevi em outras alturas cartas de amor, como os outros, Ridículas. As cartas de amor, se há amor, têm de ser Ridículas. Mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são Ridículas. Quem me dera no tempo em que escrevia sem dar por isso Cartas de amor Ridículas. A verdade é que hoje as minhas memórias dessas cartas de amor É que são Ridículas.
Publicada por mjplc à(s) 20:58 0 comentários



